O que não te contam sobre emagrecimento rápido?

O peso humano é incomensurável. 

Nada é menos justo ou objetivo do que um equilíbrio: o que nele está escrito só tem sentido em relação à nossa história. 

Basta dizer que três quilos vão nos pesar mais ou menos dependendo se eles assinam festas felizes ou se ancoram fracassos ou tristezas.

A esse olho interior que decifra, à sua maneira, os números do mostrador, acrescenta-se outro, cada vez mais insistente: o do “social” e seus ditames.

Já não somos os únicos a querer ser magros: O blog saúde e beleza o exige e proclama a indignidade de quem é “incapaz” de se conformar com os seus ideais.

A fratura por peso é tanto mais dolorosa quanto o mundo inteiro agora nos ensurdece com os mesmos cânones.

Desde a queda do muro, os ex-soviéticos perderam, em média, doze quilos e observadores estrangeiros ficam impressionados com o alinhamento morfológico das jovens chinesas.

Não podemos mais crescer em nosso canto sem provocar imediatamente um escândalo planetário.

Mas quem escuta pretende roubar as mentiras ao mesmo tempo que os quilos: a primeira – enorme – consiste em considerar o peso como um fenômeno puramente mecânico, portanto mecanicamente controlável.

Como diz o Dr. Geraldo Pereira, psiquiatra especializado em transtornos alimentares e nosso guia neste labirinto pantanoso da perda de peso, os pacientes, perplexos com o que lêem ou com o que já experimentaram clinicamente, “trazem o corpo para reparar”.

Gordura na mesa; ir para o vestiário; a dieta no meio … e um passo no inferno.

Segunda mentira, coletiva aquela, uma injunção dupla contraditória de viver ao mesmo tempo no prazer e na coação.

Para desfrutar e controlar. “Ao tabu do peso e do descontrole que parece significar, acrescenta-se outro, totalmente oposto: o da privação.

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Devemos perder peso e banhar-nos na satisfação sensorial. É assim que o fazemos acreditar que podemos “perder peso com prazer” com receitas gourmet. “Ou a arte de se divertir sem explodir … Toda a história da magreza parece girar em torno de negações.

Quer se trate de categorias de alimentos, emoções ou indivíduos, nós apagamos e substituímos por tabelas de proibições e modelos universais.

Como perder peso – e principalmente não engordar – quando todo o trabalho é feito na confusão e na ausência de você mesmo?

Essas são talvez algumas dessas inverdades que devem ser trazidas à luz para esclarecer o caminho e torná-lo inteligível, portanto praticável.

Sim, os regimes são todos baseados na proibição e exclusão.

Você sempre será informado de que não será privado de “nada”. Um nada que corresponde a “seguro” e “mas”, ao qual nos esquivamos negando aos alimentos incriminados o direito de existir.

Uma prestidigitação do Dr. Pereira: “Os alimentos excluídos não existem, a batata deve ser evitada: é um tubérculo para porcos.”

E para os adeptos da dieta proteica, é tão simples: o que faz querer não é comestível…

”Segue-se uma série de desaparecimentos e anátemas que levam o seguidor a uma espécie de auto-hipnose: enxuga os alimentos malditos mapa.“

O problema é que nunca somos imunes à realidade.

Quando o homem ou a mulher no universo sem batatas fritas pega um e percebe, um, que existe, e dois, que é bom, ele mergulha em um caos que anuncia grandes desastres.

“A grande armadilha e o grande fracasso dos regimes estão na negação e na frustração. ”

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